Imagem capa - A hora do CEO: liderança para uma nova era por Camila Farani
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A hora do CEO: liderança para uma nova era

Consultoria Mckinsey aponta quatro mudanças majoritárias na forma como os CEOs de todo mundo passaram a liderar, gerando consequências a médio e longo prazo ao ambiente corporativo de forma generalizada


A epidemia de Covid-19 gerou um desafio humanitário sem precedentes: milhões de doentes e centenas de milhares de vidas perdidas, gerando aumento das taxas de desemprego nas economias mais robustas do mundo.


Como não poderia ser diferente, a pandemia também vem sendo um desafio gigantesco para as empresas - e para os seus CEOs, que têm nesta catástrofe, algo diferente de tudo o que já foi presenciado.


Um dos aspectos mais impactantes para os negócios foi a necessidade de fechar os escritórios. De uma hora para outra, praticamente todos os colaboradores passaram a operar em home office, o que afetou não somente a segurança dos dados, mas também a forma como as empresas se relaciona com os clientes das diferentes indústrias, e até como funcionam as cadeias de suprimentos.


Enfrentando este momento único, os CEOs precisaram mudar sua forma de liderança, aprimorando algumas técnicas. Mesmo tendo sido por conta da necessidade, tais evoluções têm potencial para tornar as empresas mais eficazes quando esta crise acabar. Confira abaixo o que Carolyn Dewar, Scott Keller, Kevin Sneader, and Kurt Strovink, consultores da Mckynsey’s, apontam como as quatro mudanças - que podem muito bem ser entendidos como as 4 melhores práticas - na forma como os CEOs estão liderando durante a pandemia.


Ambicione 10x mais


A crise de saúde global e seus desbloquearam mudanças em um ritmo e magnitude que fizeram até mesmo o mais ousado e progressista dos CEOs questionar suas metas. Existem hoje pelo menos dois segmentos cuja maturidade aumentou exponencialmente do ponto de vista da inovação: o estabelecimento de metas e o modelo operacional, ou seja, os CEOs que estão sendo bem sucedidos são aqueles que estão pensando mais rápido e sendo mais ambiciosos.


Eleve "ser" ao mesmo nível de "fazer"


Em um momento de crise, todos olham para seu líder e os CEOs sentiram isso intensamente durante a pandemia. David Schwimmer, CEO do London Stock Exchange Group, disse: “As pessoas estão vindo até mim em busca de um tipo diferente de liderança. Em um ambiente normal, trata-se de liderança empresarial e definição de estratégia, bem como decisões de cultura e pessoas. Nesse ambiente, o que importa é ajudar as pessoas a manter o moral e auxiliá-las a estarem preparadas para tudo o que possa surgir em face das incertezas em um ambiente tão inóspito”, disse.


Abrace totalmente o “capitalismo stakeholder”


Muito debatido na última edição do Fórum Econômico de Davos, este conceito defende uma forma de capitalismo mais sustentável, que beneficie mais os agentes que têm ligação direta com a empresa em questão (colaboradores; consumidores; fornecedores; acionistas e comunidades locais) e não apenas os acionistas e investidores que não possuem identificação nenhuma com a empresa, a não ser por serem detentores de uma ação. Este tipo de ideia vem dominando o cenário econômico mundial, conforme também vêm crescendo a parcela de responsabilidade social das empresas com as comunidades onde estão instaladas. 


Aproveite o verdadeiro poder do networking


Aqui está uma das mudanças mais notáveis que vimos durante a pandemia: os CEOs estão conversando muito mais uns com os outros e estão procurando fazê-lo em um ritmo muito maior, despendendo uma troca de experiências que será útil não apenas para atenuar as consequências da pandemia atual, mas também para abordar questões emergentes que antes eram deixadas de lado e até mesmo para atingir, de forma conjunta, níveis mais aprimorados de desempenho empresarial, inovação e impacto social.