Imagem capa - Startups que utilizam IA transformam o mercado e a sociedade por Camila Farani

Startups que utilizam IA transformam o mercado e a sociedade

Nos últimos anos, a Inteligência Artificial têm sido uma das maiores tendências no mercado de Startups. Além dos investimentos no desenvolvimento de tecnologias, empresas interessadas em aumentar a produtividade e a eficiência dos negócios tem apostado na IA como uma grande aliada. 


Conhecida como a maior startup de AI do mundo, o valuation da SenseTime (o primeiro Unicórnio de inteligência artificial do mundo),  ultrapassou US$ 7,5 bilhões em 2019. Após atrair investimentos de empresas como o SoftBank, a empresa declara que não tem pressa em abrir o capital.


A startup chinesa tem realizado roadshows regularmente em todo o mundo para educar investidores sobre um negócio que agora abrange desde o reconhecimento facial até a entrega de robôs. Durante a última Sooner Than You Think, o CEO Xu Li declarou que a empresa está usando os recursos captados para explorar áreas como semicondutores, com intuito de complementar os produtos da Nvidia, líder do setor durante a conferência.


Com todos os acontecimentos o ano de 2020 será crucial para as empresas que prestam serviços em tecnologia, telecomunicações, energia, serviços de utilidade pública e outros. Desde a preparação do 5G até o gerenciamento de novos fluxos de dados criados por dispositivos conectados à IoT, as empresas de serviços de campo são peças chave para o crescimento dos negócios e possibilitam os avanços para mudar a realidade que impacta a vida como a gente conhece.


Uma nova geração de Empreendedores


No entanto, a IA não está revolucionando o mercado apenas das grandes potências, aqui no Brasil a Startup Newton Technologies ganha destaque. Com passagem nas gigantes Apple e Microsoft, o brasileiro Lawrence Lin Murata abriu a startup que faz uso da inteligência artificial para reduzir o número de mortes no transporte. Com apenas 23 anos, o empreendedor já atuou em grandes empresas como Apple e Microsoft. 


Uma das características que têm marcado essa nova geração de empreendedores é que a IA deve estar cada vez mais alinhada ao desenvolvimento social. Assim como o jovem Murata que tem como objetivo “Usar a tecnologia para o bem social é o foco da minha carreira”, grandes empresas também apostam nessa pegada.


Um exemplo disso é a Google, da Alphabet, que criou um algoritmo de detecção de discurso de ódio que atribuiu “índices de toxicidade” com o intuito de filtrar as falas de usuários. No entanto, uma “falha” no algoritmo acabou gerando muita polêmica e comprometendo a iniciativa da empresa. Isso porque, à fala de afro-americanos era apontada com índices de toxidade maiores do que de pessoas brancas. Pesquisadores da Universidade de Washington analisaram bancos de dados de milhares de tweets considerados “ofensivos” ou “odiosos” pelo algoritmo e descobriram que o inglês negro era mais provável de ser rotulado como discurso de ódio. Uma falha muito comprometedora não é mesmo?


Inteligência Artificial deve ser usada com Responsabilidade Social


O fato é que nem a Inteligência Artificial escapa dos erros humanos. Esse é apenas um dos incontáveis exemplos de pré disposições que surgem de algoritmos de IA. A partir desses casos desastrosos, cada vez mais o conversas sobre ética e preconceito têm sido um dos principais temas da IA.


Pessoas e organizações, estão se engajando na causa, em prol da eliminação do preconceito por meio de justiça, responsabilidade, transparência e ética (FATE). Isso demonstra que apesar do desenvolvimento de tecnologias, que há alguns anos eram inimagináveis, voltamos aos mesmos problemas sociais de séculos atrás.


Os modelos de IA aprendem estudando padrões e identificando insights de dados históricos. Mas a história humana (e nosso presente) está muito longe de ser perfeita. Portanto, não é nenhuma surpresa que esses modelos possam acabar imitando e amplificando os vieses que estão nos dados usados para formá-los.


O papel do Empreendedor nos avanços


É muito fácil conseguir enxergar isso, difícil é saber como mudar esse cenário. Afinal, como devemos lidar com esse preconceito instalado no nosso mundo?


Como empreendedores, além de contribuir para o avanço e a evolução, não podemos nos esquecer da nossa responsabilidade social. Quando sentimos que uma comunidade ou recorte da população pode estar em desvantagem, não podemos basear as nossas conclusões apenas no ordinário. Pensar fora da caixa, e com critérios ponderados, é um pequeno passo para reverter essa tendência.